A simbologia da palavra
- O Alquimista

- 17 de fev. de 2021
- 2 min de leitura

Uma história que nunca termina, assim é o caminho do homem, desde o início de sua criação. Aprendeu a expressão de várias formas, vindo de uma maneira primitiva, através de gestos, desenhos até o início da fala, um tanto densa devido a sua própria natureza, o qual foi aperfeiçoando até a atualidade. Aprendeu a expor os fatos com palavras bem articuladas, criou até um dicionário para traduzir aquelas poucos usadas, mas que são de muita valia para uma sociedade que gira em torno desse tipo de expressão para se fazer entender. Ocorre que a palavra expressada pelo som das cordas vocais, em um futuro próximo, deixará de existir, pois o verbo que se fez carne e se expressou das variadas formas, irá se expressar como o som da criação, nos padrões da verbalização do Criador, onde o som é o próprio amor em ação. Vamos mergulhar um pouco dentro desse mundo. Observamos que cada fagulha ali existente é algo que traz em si uma composição imensa de conteúdos celestiais, que, ao tocá-la, nos preenche de todo conteúdo de uma só vez. Elas obedecem a ordem divina e vem com toda tarefa que deve ser realizada. Uma simples fagulha que um dia habitou as cordas vocais de um ser, agora gesta na expressão máxima de um ser iluminado, como um verdadeiro intermediário entre Nosso Criador e a sua criação. Viver neste lugar são para aqueles que não necessitam mais de forma densa, de uma expressão dentro dos padrões que conhecemos, pois já se integraram com todas as expressões dentro de si. Quando ouvimos falar que as sinfonias mais belas que já ouvimos nem se comparam as sinfonias celestiais, é exatamente por ser dessa forma, por cada fagulha carregar em si uma sinfonia inteira. Essa capacidade não cabe aos ouvidos de uma raça ainda vibrando na densidade de um mundo de prova e expiação. Já imaginaram a reunião de várias fagulhas expressando a sua sinfonia, o que daria esse conjunto compartilhando o seu próprio conteúdo? 63 Uma verdadeira explosão de uma riqueza inimaginária, vinda da própria expressão do Criador, não cabendo ainda na palavra expressada por cordas vocais aqui usadas. Fazendo uma alusão lógica, observamos que o som da palavra inicia-se dentro de uma densidade de difícil expressão, cria a sua forma e parte para sua sutilidade, terminando por compor verdadeiras sinfonias em si. O aglomerado delas criam mundos operando em padrões fora da realidade que conheceis, onde tudo é pura harmonia, compatível com o Criador.


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