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AMPULHETA DO TEMPO


Pequenos grãos de areia caem por um espaço minúsculo, marcando determinado tempo para realização de uma tarefa.

Uma mesa repleta de papéis, tinta e pena juntas, começam a esboçar algumas letras muito bem alinhas, descrendo alguma informação ou escrevendo algo para alguém, na solidão de um ambiente medido apenas pelo cair de cada grãos de areia, indicando momentos muito significativos para aquele que ali se encontrava.

Fatos registrados devido ao estudo sobre o descobrimento de algo que estava fora dos padrões da época, foram marcados por espaços de tempos minúsculos, guardados a sete chaves para não serem queimados pelos magistrais da época, pois não aceitavam qualquer alteração na ciência arcaica, se não fossem descobertos por eles, para assim marcarem a história.

Ocorre que tais mentes que comandavam eram mesquinhas e cheias de orgulhos, sendo de difícil acesso para tais descobertas, por falta de abertura para tal.

Como a ciência precisava sair das amarras de tais ilusões, muitos outros seres letrados e de bom coração, trabalhavam na ocultação dos fatos, pensando mesmo que se fossem revelados, seriam queimados e a própria morte ocorreria, apagando assim qualquer vestígio suspeito.

Por muitos séculos essa situação ocorreu, fazendo cada ser letrado caminhar pelas ruas escuras, longe daqueles dominadores, deixando assim várias composições descritas e bem seguras em grutas enterradas, para serem resgatadas por outro irmão que viria, mais tarde, buscá-las para dar sequência na missão da revelação de fatos descobertos, muito diferentes daqueles que eram pregados pelos senhores conservadoristas.

Mero engano achar que um ser tem a capacidade de segurar nas mãos, pelo tempo que desejar, informações relevantes, trocando-as por aquelas que dominam a maioria, para aproveitar da situação e se sentir o próprio Deus que tudo sabe.

Por muito tempo essa situação predominou, mas devido a garra desses irmãos que desenvolveram trabalhos de pesquisas, anotações e distribuições de forma secreta, conseguiram tirar o domínio da garra desses seres, abrindo um leque para que a nova ciência surgisse com informações cada vez mais eficazes.

Pequenas reuniões secretas eram feitas, a luz fraca de velas, ao meio da noite, criando roteiros de passagem de informações, em qual gruta iriam enterrar e por quanto tempo ali fosse preciso ficar, para mais tarde um outro irmão da mesma equipe, pudesse desenterrar e partir para outra cidade, levando informações importantes para serem estudadas e desvendadas.

O tempo marcado pelo grão de areia tem muitos rascunhos desenhados, revelando grandes fatos que contribuíram para a libertação da ciência, noções da vida após a morte, reencarnação e outros fatos que estudaram a muito tempo atrás, como um preparo para que o grande emissário da doutrina dos espíritos, Allan Kardec, publica-se os conteúdos de forma segura, libertando o homem do domínio do próprio homem.

E pensar que tudo começou com pequenos grãos de areias, que caiam pela pequena passagem de uma ampulheta.












 
 
 

1 comentário


Lucimara Reis Souza
28 de nov. de 2021

😍

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