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ARES DAS MONTANHAS ARGILOSAS


Uma pequena lembrança existente no inconsciente, nos leva a narrar uma história de algumas vidas que ali vivia, suas práticas e costumes.

Uma aldeia misteriosa, cheia de encantos e com muita beleza, se desenvolvia em pontos elevados das montanhas arenosas, construindo suas casas no interior da mesma. Espaços reservados para a divindade ali existia, pois tinham por costumes o deslumbrar das estrelas, se sentindo muito perto delas, pela altura das suas casas.

Ali, quase que todos os dias, ascendiam uma fogueira e observavam o céu noturno, o contorno de cada estrela, a luz da lua que irradiava um clarão, envolvendo a paisagem montanhês, redesenhando seus declives de forma suave, envolvendo a todos com sua energia brilhante, oferecendo um bem estar para todos os integrantes que ali estavam.

Eram pessoas simples, mas com um brilho especial, pois tinham um forte lado desenvolvido para a arte, que acabavam praticando nos contornos de suas casas intra-terrenas, que eram bem aconchegantes para a época.

As crianças aprendiam o idioma local, utilizando a argila como forma de aprendizagem, que eram aprender a contar e escrever no dialeto que falavam.

Se alimentavam basicamente de fruta silvestres, mel de abelhas, leite de cabras e pães que era manuseados por mãos habilidosas das mulheres em seus fornos de barros.

Tinham o hábito da higiene pessoal, onde utilizavam as águas que escorriam pelo pequeno canal da montanha, desaguando na região baixa, formando um lindo rio agreste.

Montanhas silenciosas que guardaram sinais de uma civilização pacata, o silencio de seus pensamentos se escondem pelo seu interior, acariciando o ambiente cheio de paz, persuadindo as lembranças de um formoso céu estrelado, unido ao perfume do vale com ciprestes, fazendo-se perceber que a bondade ali predominava, sem ímpetos de agressividade entre si e com o meio, pois sabiam da responsabilidade que exerciam com o patrimônio divino.

Tinham a montanha como um lugar sagrado que sempre os protegeram de forasteiros ou de guerras, pois dali não saiam e se mantinham escondidos em seu íntimo, não despertando a curiosidade de outros, pois era uma região muito alta, com difícil acesso.

Todo homem, para evoluir, precisa saber subir pela montanha, enfrentar seus declives, as tempestades, as pedras que se lançam pela ribanceira, muitas vezes, escorregar, se machucar, levantar e continuar, pois dessa maneira chegará ao topo da mesma e poderá contemplar esse mesmo céu estrelado que se comunica com todo coração que a ele demonstrar uma certa aliança, tendo a certeza que não se leva nada do mundo material para escalar, apenas a força de vontade no desejo firme daquilo que vai desfrutar, como recompensa sagrada de nosso Deus, o Criador.






 
 
 

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