BEM AVENTURADOS
- Chico Xavier

- 22 de fev. de 2022
- 1 min de leitura

Vieram ao mundo em todos os tempos.
Seguem-nos ainda hoje
E virão sempre.
Por amor, os bem-aventurados, que já conquistaram a Luz Divina, descerão até nós, quais
flamas solares que não apenas se retratam nos minaretes da Terra, mas penetram
igualmente nas reentrâncias do abismo, aquecendo os vermes anônimos.
Chegam, sim, até nós, desculpando-nos as faltas e suprindo-nos as fraquezas, a integrar-nos
na ciência difícil de corrigir-nos por nós mesmos, sem reclamarem o título de mestres.
Volvem de sublimes regiões, semelhando astros que se apagam na sombra de pesada
renúncia, para nos conduzirem o passo, e, envergando a roupagem inferior em que nos
achamos, são pais e mães, amigos e servidores, cuja grandeza, muita vez, percebemos
somente depois que se distanciam...
Ajudam-nos a carregar o fardo de nossos erros, sem tornar-nos irresponsáveis. Alentam-nos
a energia sem demitir-nos da obrigação.
Sobretudo, jamais nos criticam as deficiências, apesar de nos conhecerem as forças ainda
frágeis, e, ainda mesmo quando nos rebolquemos no vício, levantam-nos, caridosos, sem
fustigar-nos com o tição da censura.
São eles a palavra serena nos torvelinhos do desespero, o refúgio no abandono, o consolo
quando a provação nos obriga a marchar sob a chuva das lágrimas, e a certeza do bem,
quando o mal parece minar a vida.
***
Se choras, reflete neles.
Quando te aflijas, não lhes olvides o apoio.
Endereça o pensamento às Alturas e pede-lhes inspiração e socorro, porque, para eles, os
bem-aventurados que se elevaram à União Divina, o júbilo maior será sempre esparzir o
amor de Deus, que acende estrelas,além das trevas, e desabotoa rosas entre os espinhos.


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