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CARAVELAS


Sinônimo de solidão, pequenas caravelas chegam ao porto, sem saber o que iriam encontrar pela frente. Amigos leais ou inimigos que não dão a chance de conhecer, mas sim, agem como um animal que marca o território, sem piedade, lutando até a morte, para provar que ali eles predominam como verdadeiras autoridades.

Muitos irmãos usavam o mar como um refúgio de atrozes, desenvolvendo métodos de sobrevivência, acabando por chegar em determinados locais do globo, sem saber sua localização.

Muitos desses irmãos deixaram um passado para traz, mulheres com seus filhos, prometendo a volta, após a conquista de alguma fortuna, pensando ser este o principal objetivo de um homem perante a sociedade.

Desde o início, através de breves relatos, muitas mulheres se sacrificaram para manter seus filhos vivos, trocando alguns serviços escravos, por comida. Foram verdadeiras heroínas, não esmorecendo pela falta do marido que estavam do outro lado do globo, lutando por algo que não era essencial, mas, muitas vezes, prejudicial.

Caravelas que iam e quase nunca retornavam, pois era sempre um desafio enfrentar o mar, as tempestades com tão pouca segurança.

“Bem aventurados os aflitos, porque serão consolados”.

A aflição de uma aldeia na forma do choro de mulheres e crianças, renderam ao alto gotas de luz e conforto, ensinando a cada ser que ali residia, que a união e o aproveitamento do que se tem nas mãos era o único refúgio daquelas pequenas almas que ali residiam.

Da aflição nasceu a união, onde as famílias dos mais velhos, apoiavam muitas mulheres com seus filhos, pois sabiam que suas vidas seriam de um verdadeiro martírio, perante a ausência do marido, sozinhas com seus filhos para alimentar.

Muitos anos se passaram, muitos filhos morreram, sem condições saudáveis de sobrevivência, fazendo com que cada mulher desenvolve-se o medo profundo de uma vida solitária, terminando como serviçais dos mais afortunados, para poder ter um prato de comida.

Uma forma de aprender com as caravelas que, para elas, era sinônimo de viuvez, gerando filhos na barriga, sem ter um pai presente, mas apenas a lembrança de um dia ter tido um lar solidário, por um tempo curto e, talvez, feliz.




 
 
 

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