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CONTEMPLAÇÃO


Contemplar o mar sempre foi algo encantador, visto pelos olhos de uma pequena princesa que não se importava com sua posição, mas com o aroma das manhãs daquela região.

Caminhar até o fim da colina, uma parede de pedra ela via, para logo após se encantar com o mar, vendo as suas ondas quebrarem devagar.

Uma rica região de pura beleza, levando qualquer coração sensível ao êxtase, pois caminhar pelas ricas paisagens era um presente dos deuses, encantando cada ser com a sua poesia discreta que pairava pelo ar.

Mais à frente, um velho forte indicava, com seu farol sempre acesso, que ali era um local que não devia ser ignorado, pois com toda a sua beleza, necessitava de apreciação de um bom coração.

Pequena princesa que corria pelo grama macia, perdia seus pés no tapete felpudo que aquele gramado fazia.

Seu coração era cheio de esperanças, pois acreditava no Deus Criador e desejava que todo coração fosse pacifico, longe da maldade, ficando bem perto da fidelidade das leis benditas que somente alguém ligado ao Senhor, poderia expressar.

Usava de misericórdia para com os irmãos necessitados, guardando medicamentos e todo pão que conseguia, fazendo chegar em cada lar repleto de lágrimas, para assim saciados serem.

Não podia se expor a esse feitio, pois se fosse descoberta, teria seu dote caçado e perderia a oportunidade de poder ajudar os mais necessitados.

Depositava a sua confiança em sua fiel ama de leite, que acobertava de todos a suas feituras, sempre dizendo que tal princesa gostava de caminhar ao ar livre, pois fazia bem a sua saúde, que era muito sensível desde o nascimento, devido a fragilidade da época vivida.

Devido a essa fragilidade, absteve-se de uma conjugação, pois seu adorável pai sentia que a sua doce princesa, não resistiria muito tempo naquela singela encarnação.

O trono do reinado ao seu irmão foi passado, tendo a pequena criança seu martírio iniciado.

Com seu pai partindo dessa vida, as suas saídas ficaram mais difíceis, pois seu irmão tinha um coração frio e calculista, enxergando o mal e abrindo muitas feridas.

Um belo de um dia, a jovem princesa foi descoberta, levando pão da cozinha do palácio até os casebres solitários, onde existiam estômagos famintos e doentes aflitos, aguardando medicamentos para suas dores amenizarem.

Com tal descoberta, a princesa foi presa em seu quarto, enquanto seu caro irmão procurava um coração para o casamento ocorrer, pois não podia permitir tal atitude da sua irmã, que roubava a sua comida para dar aos pobres, denegrindo assim, a sua imagem de rei.

Com o decorrer das horas, a doce princesa, frágil que era, de uma intensa febre se apoderou, não resistindo a ingratidão sofrida pelo seu irmão.

Ao cair de uma linda tarde, pediu para a janela ser aberta, pois queria ver o céu, como se fosse a sua melhor descoberta.

Olhando fixamente para ele, a imagem de um anjo surgiu, pegando-a ao colo, sorrindo partiu.

Hoje, ao pensar naquela frágil criança, vemos um coração bondoso que não enxergava a maldade, mas sim a simplicidade em todos os atos, apreciando a beleza que tinha a sua volta, como um presente de Deus, que sempre distribui a todos os seres, sem fazer nenhuma distinção.

Que a poesia da vida possa atingir um volume maior de corações, para que possam se encantar com a simplicidade da natureza, que através de sua intensa beleza, rica em detalhes, modifique as atitudes de cada homem, motivando-os a preservação e não mais a destruição.




 
 
 

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