Cores de um mundo peculiar
- O Alquimista

- 1 de fev. de 2021
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Diferente de tudo que conhecemos, um mundo perdido no universo e de difícil entendimento aos olhos onde as provas e expiações ainda predominam. Adentramos esse recinto, percebendo que para cada caminho há uma cor diferente. Cores fortes, que parecem receber do alto tal pigmentação, espalham-se pelas ruas, sempre orientando o conteúdo daquele caminho. Sem precisar de muito dizer, cada cor já retrata o conteúdo que ali dentro existe. Caminhando pela cor amarelada, observamos que criaturas vivem marcadas pela harmonia, orientada pelo alto a seguir um padrão marcado pelo amor, pela calmaria, pela reciprocidade e esperança em sempre fazer, criar, sem desistir. A cor avermelhada carrega marcas de um povo ainda sofrido, que vivem sobre uma tensão criada por eles e que se transformam naquela cor, padronizando o ambiente com o que carregam dentro de si. O branco é um povo que vive na neutralidade, na solidão, não importando com o que ocorre ao outro ser, é como se tivessem a energia parada, sem circulação, onde preferem não se envolver com qualquer assunto, preferindo a neutralidade perante a qualquer decisão que surge em seu caminho. Já a alameda onde o verde predomina, parecem carregar em si a força das massas, força no poder de decisão, de estarem sempre prontos para enfrentar o obstáculo e saber por onde passar. Algo conquistado com muito esforço e que estão ali para viver, aprender e crescer. Fazem parte da força da criação. O caminho onde a cor azulada se estabelece é algo marcado pela cultura conquistada pelas mentes onde a inteligência predomina. Seres caminham colocando a intelectualidade a mostra, sempre expondo o conhecimento adquirido com todos que ali residem. No caminho onde a cor preta predomina observamos que as criaturas caminham mobilizadas, como se fossem maquinas, sem pensar no que fazem, como se estivessem 93 buscando por algo que ainda não sabe definir, mas que tem dentro de si partículas da vontade de ascender dentro de si a chama secreta que se destaca na escuridão, como uma orientação carregada de sabedoria que antecedem os próprios princípios, ou seja, são criaturas que tem um poder de aceitação muito forte. Agora, observando de longe, chegamos a um resultado que cada um dos caminhos tem o seu povo, mas que o final dele a mistura firma-se e acabam gerando resultados promissores para a escalada evolutiva. Uma mente contribuindo com outra, as cores se misturam, formando um belíssimo arco-íris que condiz com a formação daquele mundo, que foge da concepção de entendimento atual. São vários mundos dentro de um único mundo girando com suas cores especificas, que não se misturam antes de amadurecer no seu conteúdo e estarem prontas para a miscigenação dos seres. Como já foi dito, há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia.


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