ENTRE NÓS
- ESPÍRITO CARLOS

- 29 de mai. de 2021
- 1 min de leitura

Coração que não se abre À sementeira do amor Não guarda com segurança A luz do Consolador. Muita leitura sem obras De ensino e consolação Traz a flor parasitária Da inútil conversação. Desalento choramingas Em pranto sempre a correr, Expressa, freqüentemente, Muito serviço a fazer. Comentários contra ingratos, Verbo amargoso e violento, São tristes revelações No anseio de isolamento. Discursos sem caridade - Fraternidade sem portas - Tribunas que não amparam São sinais de fontes mortas. Fadiga de todo instante, Chorosa, escura e cediça, Traduz sem contestação, Fragilidade e preguiça. Cabeça muito ilustrada, Sobre a vida em calmaria, É urna lavrada em ouro, Muito nobre, mas vazia. Entusiasmo eloqüente, Sem atos de amor cristão, É fogo de palha seca, Em bolhas de água -sabão. Sublime conhecimento, Distanciado do bem, É tesouro enferrujado, Que não ajuda a ninguém. Banquetes da inteligência, Sem Jesus suprindo a mesa, São brilhos de força bruta Em pedras da natureza.


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