PIRILAMPOS
- O Alquimista

- 9 de dez. de 2021
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Em um balanço ao céu aberto, uma bela criança sorria de alegria, por ali poder brincar. Passava horas de seu tempo balançando, movendo-se para frente e para traz, dando gargalhadas macias, sentindo o vento no seu rosto tocar.
Depois de algumas horas, quando o sol dormia, essa criança corria para junto do seu jardim, pois o fenômeno que ali encontraria a encantava, com aquelas várias luzes que voavam, ofuscando a noite com seus reflexos luminosos, anunciando uma nova decoração.
Com uma pequena caixa nas mãos, tal criança corria encantada para pegar algumas daquelas luzes e seu quarto poder enfeitar, pois essa jovenzinha menina tinha os pequeninos insetos como amigos, encontrando neles a distração em poder observar as cores diversas que cada um apresentava, mas a sua preferência eram os pirilampos que ascendiam as suas luzes, colorindo a noite como as estrelas do céu, com a diferença que essas estão bem pertinho, podendo com a mão alcançar.
Às vezes ela saia, de mãos dadas com sua mãe, por uma rua à luz de velas, o qual era a sua favorita, pois ali existiam muitos pirilampos que poderia apreciar e brincar, levando a sua caixinha para que alguns pudesse entrar.
As caminhadas noturnas eram as suas favoritas, devido ao que poderia encontrar junto ao rio envolto de flores perfumadas, a moradia dos pirilampos que impregnava de tanta beleza toda a volta, enchendo de alegria os seus olhos, pois ficando piscando sem parar.
Ali ela pedia para a mãe parar um pouquinho para que ela pudesse observar, criando uma linda história que a fazia pensar.
Será que eles saiam do rio? Pensava ela!
Não, porque se a água os molhasse, suas luzes se apagavam, levando-os a morte.
Talvez moravam junto as flores que enfeitavam o velho rio, permanecendo ali por perto, iluminando todo o redor, para que nenhum deles caíssem na água ou se perdessem da casa. Ficavam ali para indicar o caminho para aqueles que saiam atrás de comida, para não correrem o risco de se perderem, assim ela pensava...
Doce poesia que os pirilampos transmitiam, mas que apenas poucos conseguiam perceber, pois muitos passavam sem nada notar, desperdiçando um lindo quadro oferecido pela natureza, sem nada cobrar.
Que bom seria se cada indivíduo pudesse apreciar os quadros encantadores da natureza, como os olhos de uma criança, que não desperdiça nada, encontrando Deus nos mínimos detalhes, enriquecendo a vida com tanta beleza para que ele sinta a magia da Criação.


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