POEIRA
- O Alquimista

- 14 de dez. de 2021
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Fragmentos de vidas que se juntam e voam pelos ares, formando a poeira pelos arredores, ofuscando a visão e, muitas vezes, o coração que bombeia a vida, fazendo entender que tudo faz parte de um único organismo que, mesmo estando pelos ares, a sua composição é uma simples poeira que voa semeando
Suave brisa que paira no ar, trazendo o conforto para o rosto de quem atinge, um suave aroma de frescor, passando desapercebido o aglomerado de resíduos que naquela brisa existem, mesmo sendo definida pela brandura, pois ali reside um amontoado de vidas em perfeita evolução.
Outras vezes vem com tanta intensidade, tomando a forma de um redemoinho, juntando muita poeira densa que necessita ser misturada para uma boa evolução.
O que dizer dos furacões que, por onde passam, causam a destruição, não passa de pura poeira em forte ebulição.
Depois da devastação, toda poeira se assenta no chão, iniciando um novo ciclo dentro da evolução.
Quem me dera ser poeira que pelos ares permeia, aflorando regiões inteiras, adubando a terra para uma nova sementeira.
Forte emoção em pensar que somos uma simples poeira cósmica, habitando o chão de um planeta de regeneração, vencendo o ciclo da expiação com muito amor no coração.
O significado da vida agora muda de direção, o que antes devastada, agora apenas ajuda na fertilização.
Nesta terra de meu Deus, poeira ainda sou, pois o trajeto a seguir ainda é de grande dimensão.
Vencer as dificuldades, caminhar ladeira afora, enfrentar a ventania como se fosse uma brisa macia faz parte da vida, pois dessa maneira logo atingiremos o mundo da perfeição, aquele logo ali, depois que a poeira se assentar, onde encontraremos nosso Senhor, o Criador.


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