RECOMEÇAR
- O Alquimista

- 13 de dez. de 2021
- 1 min de leitura

Brilho lunático espelhado em uma simples folha de papel, se divide em pedacinhos e espalham-se ao ar.
Diretrizes da vida ali escritas, divididas em mil pedacinhos para algum lugar distante vão.
Muito provável que cada um desses pedaços caia em regiões distantes uma da outra, para germinarem de forma desigual, para mais tarde voltar a união, trazendo de cada região uma forma diferente de resolver tal questão.
Tão sorrateira e misteriosa cada encarnação, que não explica nada, mas distribui normativas diferentes para cada pedacinho de papel, pedindo apenas que com alguma cor seja pintada, cumprindo assim a sua missão.
Dependendo da região, cada pedaço brilhante aprende uma nova lição, para assim poder aflorar aquilo que contém no seu coração.
Para alguns, parece brincadeira de criança, ver todas os pequenos pedacinhos se dividirem e serem conduzidos para regiões adversas, norte, sul, leste, oeste, fazendo sorrir da graça de ver aquele brilho solto ao ar.
Muito aprendizado para cada pedaço, se bem aproveitado na região que cair, produzindo cores diversificadas, tonalizando em nuances fortes para trabalhos mais pesados e as mais sutis para aqueles mais delicados.
Porém, vale dizer que, independentemente do trabalho empregado, o importante mesmo é o aprendizado que cada cor representa no sentido amplo de uma vida. Se foi corretamente preenchida, sem deixar um só canto de pintar, pois quando isso ocorre, significa que houve falha no aprendizado, acumulando assim para outra oportunidade onde o brilho lunar irá dividir e distribuir outra folha espelhada para o preenchimento poder concluir.
Assim se monta a encarnação, pensando sempre na ascensão da criatura, que ela vai cumprir todas as tarefas, colorindo com cores radiantes para poder estar cada vez mais próximo do Senhor Criador.


Comentários