TROTAR DE CAVALOS
- O Alquimista

- 24 de nov. de 2021
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Figueiras frondosas, paisagens perfeitas, campos verdejantes despertam de seu silêncio solitário pelos galopes dos cavalos, que seguem a rota destinada pelos seus condutores, para alcançar determinado local.
Em meio a uma atmosfera equilibrada, o galopar de um bando surge, com intensões diversas, podendo ser por posse de terras, assaltos há alguma caravana, encontros escondidos entre amores proibidos, entre outros, mas sempre carregados com desejos, esperanças, força, guerra, ódio, saudade, fuga, etc.
Galopes que iam e vinham, sem muito o que apontar, mas sempre com uma história por detrás de cada trote, usando meios de ações para o desejo suprir e poder realizar sonhos e ideais, mesmo que para isso a mancha de sangue derrama-se pelo bosque, marcando a presença do homem invadindo determinado habitat, sem a preocupação de desrespeitar o espaço de outros seres, repudiando-os, se assim sentissem necessidades.
Cada cavalo, com seu trote singular, carrega uma atenuante eficaz que condiz com a sua realidade, marcando pelo seu olhar, ocorrências manifestadas pelo seu condutor, obedecendo sempre, sem jamais rejeitar.
Doce criatura utilizada para guerras, que sem saber o que ocorria, apenas gravava em seu psiquismo as mais tristes atrocidades provocadas por povos que disputavam algo, sem sentido para eles, mas com muito valor para seu condutor.
Muitas vezes, se sacrificava sem entender, se esbarrando com alguma lança ou caindo no turbilhão criado por muita aglomeração, despertando em um outro local, sentindo-se livre das escorrias que feriam, voltando a caminhar mansamente, provando da agua pura do pequeno rio que corria, desejando não mais enfrentar campos minados, cheios de raivas, criados pela ganância do próprio homem.
Animais fantásticos, destinados a cavalgarem por espaços sagrados, sem desrespeitar, mas sim agregar a sua presença na natureza, encantando corações, deslumbrando olhares, acariciando a grama, enriquecendo a criação, acrescentando parte de si em reinos anteriores para auxiliar na escalada evolutiva.
Talvez um dia, o homem perceba que não deva usufruir de criaturas tão delicadas e cheia de vida, para lucro pessoal, para trabalhos pesados, para lazer sem respeito, satisfazendo seu ego, sem pensar no sacrifício que tal ser faz, doando-se e obedecendo, sem reclamar.
Foi domesticado para servir como um meio de locomoção em tempos difíceis, mas sem maltratar e nunca guerrear, pois o Criador disponibiliza meios para enfatizar a ciência à crescer e desenvolver recursos cada vez mais aprimorados, acelerando o progresso, modificando o meio, trazendo outros recursos para seguir a evolução de cada espécie.
“Bem aventurado os mansos, porque herdarão a terra”.


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