UMA HISTÓRIA DE GLÓRIAS
- O Alquimista

- 4 de jan. de 2022
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Viver, muitas vezes, não é tão fácil como usar as simples palavras para traduzir as intempéries de uma singela encarnação.
Iniciar uma vida cheia de sonhos, encontrar a pessoa amada, talvez seja um refrigério para momentos que marcaram, mas que por detrás de tal sonhos, a descoberta que a chave para a encarnação é colocar a prova o que leva no coração.
Um caramanchão florido, chega mesmo a ser nauseante, quanto todas a flores se abrem, demonstrando sua beleza no meio de frondosa natureza que se junta ao céu de anil, fazendo senti-la no íntimo do coração, sem ao menos conseguir traduzir em palavras tal visão, mas que realmente marcou toda a encarnação.
Caminhar pela alameda onde essas flores debruçavam sobre um lindo ornamento, era como adentrar em um reino encantado, saindo de lá perfumado, pois o aroma impregnava-se no tecido da vestimenta usada, onde nenhum aroma balsâmico conseguiria perto chegar.
Viver parte de uma história vislumbrado tal riqueza, foi poder desfrutar de um presente divino sem nada custar.
Ocorre que dentro de toda história, existe sempre uma lição a ser aprendida, exigindo do ser aquilo que ele ainda necessita desenvolver.
Passados muitos anos vislumbrado um pedaço do céu, precisou adentrar as furnas escuras, longe do céu estrelado, das flores perfumadas, para sentir qual grau de dedicação conseguiria ter pelo Senhor Criador.
Muito choro e tristeza teve por sentir tal opressão, recordando os tempos felizes que viveu debaixo de um caramanchão.
Após passar muito tempo ali, revoltada com a situação, lembrou-se de orar a Deus, nosso Senhor.
Desprovida de comida, roupas finas ou qualquer regalia, resolveu adentrar o mundo que descobrira dentro de si, para poder se reconfortar.
Depois de muitos anos ali, sofrendo injurias, muito mal alimentada, a fraqueza tomou conta de seu singelo corpo, que um dia experimentara a boa comida.
Já não existia rebeldia na sua situação, aprendendo a aceitar a sua condição, pois entendeu que na vida, existem coisas que jamais podem ser explicadas por palavras, mas apenas sentir a beleza que se consolida com aquilo que existe dentro de cada um que souber sorver, sem muito entender.
Logo após, diante da fraqueza apresentada, seu corpo foi jogado pelo vento, caindo de cima de uma torre, esfacelando nas pedras, perdendo-se nas águas do mar.
Sua libertação conquistou, provando que não se nega Deus, nem se deixa corromper em nome de nenhuma religião que condena e mata um irmão, que não se converte as normas estabelecidas pelo homem, que são muito longe das verdadeiras normas do amor de nosso Senhor, o Criador.


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