UMA NOITE FRIA, CHEIA DE POESIA
- O Alquimista

- 26 de nov. de 2021
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Alamedas escuras, com baixa temperatura, o vento soprando ares gelados no semblante daquele que ali passava, enfrentando o frio da madrugada para algum lugar chegar. Lugar esse que valeria a pena o frio enfrentar, pois detrás dos muros da cidade, pequenas crianças em um orfanato estavam, sufocadas pelo abandono, morrendo de frio, aguardando a gratificação de ter um pedaço de pão para sua fome saciar.
Adentrando o pequeno orfanato, na primeira hora da manhã, um jovem rapaz trazia a massa do pão que iria assar, feito com todo o carinho que podia dedicar, pois o importante era estar ao lado dos pequeninos que eram ali acolhidos, sem recursos, mas com dedicação daqueles seus tutores.
Crianças cujos pais morreram na guerra, maltrapilhas chegaram, sem saberem o que podiam enfrentar, mas por coincidência do destino, uma jovem madre de coração de luz acolheram-nas, se esforçando ao máximo para nada faltar.
Nas noites frias olhavam o céu e para cada estrela um nome era dado, evitando as lágrimas com lindas histórias que embelezavam os doces ouvidos dos pequeninos, fazendo esquecer o passado tenebroso, se apegando naquele coração de luz que estava sempre presente, dizendo que o mundo poderia ser o que cada uma delas desejasse, se elas se esforçassem em aprender a ler e escrever para um caminho bom conquistar.
Várias famílias sem filhos ali compareciam, acabando por levar algumas das crianças para juntos formarem uma família, o que era uma festa para todos agradar.
Algumas delas ficaram ali, pois não tiveram a sorte de serem escolhidas, mas que a doce madre fazia questão de abriga-las em seu coração, junto a esse amigo padeiro que todos as madrugadas, pela alameda passava, cheirando a massa do pão sovado pelas suas mãos carinhosas, pensando em cada criança que iria alimentar.
Ao fim de cada dia, todas elas se reuniam junto a madre e o doce padeiro, para agradecer ao Senhor Criador pelo pão nunca faltar, mesmo em épocas de escassez pela guerra que enfrentavam.
O que dizer de pessoas que se emprenhavam em aliviar a fome ou o frio de um pequenino, cujo recurso não existia, devido ao momento vivido!
Apenas que eram verdadeiros anjos que desciam dos céus, sem se importarem o que iriam enfrentar, mas apenas em realizar aquilo que conseguiam em pró de um alguém, mostrando que os verdadeiros emissários do Criador, estão sempre à disposição de um irmão, doando-se em auxilio, mesmo que nada tenha de material para oferecer, mas a sua presença faz a diferença para muitos sofredores que sente a solidão no meio da escuridão da noite, precisando apenas ouvir uma palavra amiga para sentir a motivação de continuar a viver, neste mundo de Nosso Senhor, o Criador.


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