top of page

UMA PEQUENA ALDEIA


Ritmos desenfreados, homens e mulheres trabalharam sem cessar, abrigando a boa água para a sede saciar.

O chão de lama, devido ao acúmulo dos excrementos dos cavalos, juntamente com a chuva que de tempos em tempos caia, exalava um cheiro forte, característico de um povo humilde que tentava ali viver, sem muito recurso, mas buscando construir pequenos açudes para a boa água beber.

Uma garotinha pacata, com suas vestes maltrapilhas e sujas, ali corria para ajudar seu pai com a lida diária, levando madeiras para dentro da casa, abrigando-as das tempestades para no fogo arder e uma boa alimentação poder fazer.

Sua mãe, uma senhora que tirava o leite para o sustento da família, levava todos os filhos para colherem o milho que plantavam, pois eram esses os alimentos que tinham, leite e milho, que todos comiam apreciando, sem reclamar ou menosprezar.

O tempo passou e essa aldeia sempre movimentava os braços dos homens a conseguirem uma boa água, pois era muita lama que existia naquela região.

A pequena garotinha, mulher se tornou, com uma linda expressão na face, sorriso sempre nos lábios, não se importando com a lida, pois era preciso sempre ajudar a sua família que se enfraquecia devido ao peso dos anos.

Jovem mulher que aprendeu toda a lida, inclusive a construção de um pequeno poço, fazendo a boa água jorrar, com a ajuda de uma alavanca que trazia a água para os pequenos baldes de toda a aldeia, facilitando a lida de muitas famílias.

Muitos rapazes por ela se interessaram, mas tal jovem não pensava em se casar, pois gostava de trabalhar e lidar com novas ideias, permitindo que as coisas fossem mais fáceis, sem terem que muito se cansar.

Com o bom poço trazendo boa água para todos, muitos começaram ali mesmo a se lavar, trocando o suor de um trabalho pesado por um frescor aromatizado que vinha da terra, renovando as forças para no outro dia, a lida poder recomeçar.

Um dia por aquela aldeia, um jovem montando em seu cavalo passou, encontrando seu olhar nos olhos daquela jovem que ali trabalhava, sem esmorecer, e que ajudava a todos com suas ideias fascinantes, que nenhum homem as podia ter.

O que tinha de especial em tal donzela, se assim poderia ser chamada, pois se escondia de traz do suor da lida, que jamais a recusava.

Esse rapaz deseja com ela se casar e longe dali ir morar, mas tal donzela não desejava partir daquele lugar, pois seu coração pertencia aquele lugar, uma pequena aldeia com cheiro de suor da rudez do trabalho, dos excrementos dos cavalos e do elixir que saia daquele poço e que revitalizava a todos que dele usufruíssem, saciando a sede ou banhando o corpo cansado pelo dia de trabalho.

Ocorre que a opção daquele jovem coração foi ficar do lado daquela aldeia que, para ela, muito significa, sem se enlaçar com apenas um coração, mas com todos que ela ajudava, pois era tida como mãe e irmã de muitos, de tanto amar e se emprenhar em novas ideias criar.








 
 
 

Comentários


SOBRE NÓS

Centro Espirita Educandário da Luz e Saúde

LOCALIZAÇÃO

(11 ) 97395-4828  4656-6332

 Estrada do Santíssimo 1980

educandariodaluzesaude@gmail.com

CONECTE-SE
  • Flickr ícone social
  • Instagram
  • Facebook ícone social
  • YouTube

© 2023 por Centro espírita Educandário da Luz e Saúde.

bottom of page